Tem que decidir se vai abrir como MEI, Ltda ou EIRELI – nada de ficar indeciso, escolha logo. O registro na Junta Comercial é o primeiro passo, sem ele nada funciona. No caso de MEI, limite de faturamento, mas burocracia mínima. Caso opte por Ltda, já antecipa a necessidade de contrato social bem redigido, com cláusulas de responsabilidade e capital social definido. Atenção: o CNPJ tem que estar ativo antes de qualquer operação de compra ou venda.
Mesmo sendo online, a legislação municipal exige alvará de operação. Isso porque a empresa tem endereço fiscal, e a prefeitura verifica se a atividade é permitida no local. Se o endereço for de coworking, confirme se o contrato permite a emissão de alvará. Ignorar esse passo pode gerar multa pesada e até o bloqueio da conta bancária.
Vende roupas? Precisa observar normas de rotulagem, tamanho e composição de tecidos. Comercializa alimentos? A Anvisa manda a licença sanitária, e o produto tem que ter rotulagem clara. Aqui entra o casasonlinelegaispt.com como apoio para entender cada requisito. Não se engane: cada categoria tem sua própria cartilha, e o descumprimento traz sanções que podem fechar seu site da noite para o dia.
Dados dos clientes são ouro, mas na Lei Geral de Proteção de Dados você tem que tratá‑los como ouro perigoso. Crie política de privacidade, termos de uso e aviso de cookies. Informe claramente o que será feito com nome, e‑mail, CPF e endereço. Não pode mais vender listas sem consentimento. O ideal é ter um encarregado de dados ou, no mínimo, um responsável técnico que assine o termo de adequação.
Use checkboxes claros, não aquele “marque aqui” genérico. Salve o registro de consentimento e ofereça a opção de exclusão a qualquer momento. Cada ponto de captura – página de checkout, newsletter, cadastro – deve ter a mesma rigorosidade.
Escolha o regime tributário que encaixa seu faturamento e margem de lucro. Simples Nacional pode ser vantajoso até certo limite, mas se a margem for alta, o Lucro Presumido pode sair mais barato. Não adianta fugir da NF‑e: é obrigatória para qualquer venda online, inclusive as de marketplaces que exigem a própria emissão. Integre seu ERP ao portal da SEFAZ e configure o layout fiscal antes do primeiro clique de venda.
Faça contrato escrito, com cláusulas de entrega, devolução e garantia. Não vale confiar em “acordo verbal” quando o prazo de entrega não for cumprido e você ficar sem estoque. Se usar transportadora, certifique‑se de que ela tem cobertura de seguro para mercadoria e que o rastreamento esteja integrado ao seu site. Assim, o cliente acompanha o pedido e você evita reclamações legais.
A lei do consumidor dá ao comprador 7 dias para desistir da compra, e isso vale online. Crie página de política de devolução que explique passo a passo como solicitar a troca, quem paga o frete e em quanto tempo o reembolso será feito. Não tem como driblar o direito de arrependimento, e tentar esconder essa informação pode virar processo.
Teste o checkout antes de lançar: simule compra, verifique geração de NF‑e, conferência de cálculo de frete e aplicação de cupom. Valide o SSL, teste o formulário de contato e garanta que a política de privacidade está acessível no rodapé. Se tudo estiver verde, respire fundo e abra as portas digitais. Boa jornada.